O
objecto de estudo da História é o Homem, no tempo e no espaço.
No
estudo da História, o historiador recorre às ciências auxiliares, tais como:
1. Numismática
– estuda moedas e medalhas antigas;
2. Antropologia
– estuda os vestígios de actividades humana no tempo soterrados no solo;
3. Cronologia
– organiza os acontecimentos históricos em datas, numa sucessão crescente ou
decrescente, isto é estuda a sequência lógica dos acontecimentos.
4. Geografia
– estuda a história dos localizados no espaç;
5. Estatística
– estuda a história e interpreta os dados numéricos com base em cálculos
matemáticos especializados;
6. Etnologia
estuda os povos e etnias;
7. Linguística
– permite a comparação entre diferentes línguas, a sua origem e o grau de
parentesco entre elas (línguas).
TEORIAS DA EVOLUÇÃO DO HOMEM
Existem
duas (2) teorias que explicam a origem do homem são:
1. Teoria
de criação – Este surge de um relato biblíco e defende que o homem foi criado
por Deus, no último dia (6º dia).
2. Teoria
evolutiva – esta teoria defende o homem não apareceu de um momento para o
outro, foram necessários milhões de anospara que se dessem as alterações físicas
e intelectuais que transformaram os hominídeos no Homem actual.
AS COMUNIDADES PRIMITIVAS
Comunidades de
caçadores-recolectores (paleólitico)
O Paleólitico
é o período da pré-história muito longo que decorreu até ao aparecimento da
agricultura.
Características do paleólitico:
§ Economia
recolectora (dependência daquilo que a Natureza oferecia);
§ Nomandismo
(Não tinha residência fixa);
§ O
uso de instrumento de pedra lascada;
§ É
a época da pedra antiga ou pedra lascada
Devido
à pratica de economia recolectora e do clima, o Homem do peleótico era obrigado
a deslocar-se, sempre, de um lugar para o outro, procurando alimentos, por isso
era nómada.
Em
época quente vivia no ar livre mas em época fri era obrigado a disputar grutas
com feras (leões, leopardos, etc) e cobria-se com peles de animais que caçava.
Comunidade primitiva é
o regime de cooperação que levaria os homens primitivos a unir-se agrupar-se, a
trabalhar e a repartir o produto de trabolho em comum.
Nestas
comunidades, os homens iam a caça e a pesca enquanto as mulheres com ajuda de
crianças iam a recolecção (raízes, folhas e sementes), arranjo de peles e
confecção de alimentos.
Nos
grupos a divisão do trabalho era feita através de diferentes tarefas por sexo e
idade. Os mais velhos devido a a experiência e sabedoria, cabia a função de
autoridade e tomada de decisões.
Na
comunidade primitiva havia um clã que realizava trocas de alimentos, objectos,
matéria-primas, serviço e casamentos.
No Neolítico
(Comunidade de agricultura e pastorícia) a economia de nomadismo deu lugar a
economia de produção caracterizada por um vida sedentária
A
descoberta da agricultura e da pastorícia nas primeiras sociedades teve grande
importância na evolução das sociedades porque:
§ Permitiu
o aumento das comunidades;
§ Permitiu
a sedentarização isto é, passaram a viver em lugares fixos para a prática da
agricultura e na domesticação de plantas e animais;
§ Permitiu
a divisão social do trabalho.
ANTIGUIDADE CLÁSSICA
Caracteristicas:
§ A
religião era politeísta (Adoravam vários deuses)
§ Criavam
cidades-estado (Cada cidade era independente em relação às outras, pois tinham
um rei e as suas leis)
§ A
base da economia era a agricultura, comércio, pesca (reinos costeiras ou
atravessados por rios), etc.
§ Os
escravos eram obtidos por venda (comprados), dívidas e guerras de conquistas.
1.
Mesopotâmia
Era
uma região do Médio Oriente, situada entre os rios Tigre e Eufrates. A palavra
Mesopotâmia significa território entre rios.
As
principais cidades que se desenvolveram na Mesopotâmia - Assíria, Acádia,
Assur, Caldéia, Kish, Lagash, Nimrod, Nínive, Nippur, Samarra, Suméria, Ur,
Uruk,
Os
povos que habitaram a Mesopotâmia são: sumérios, os assírios, acádios e
babilónicos.
2.
Grécia
antiga
As
cidades mais importantes da Grécia eram Atenas
e Esparta.
Os
povos que habitaram a Grécia antiga foram: Pelágios, jónios, gregos,
espartanos, dórios etc.
A democracia atenieses tinha uma Assembleia
composta por 500 membros (Conselho dos quinhentistas) constituída por Delegados
eleitos pelo povo e era órgão administrativo local. Na Grécia Antiga estavam
privados (proíbidos) de direitos políticos: as mulheres, escravos e
estrangeiros.
Democracia significa
poder do povo.
Os
primeiros reinos que surgiram em Moçambique são: Reino Zimbabwe (1250 – 1450),
Império Mutapa chefiado por Mwenemutapa, Reino Manyikeni, etc. As principais
actividades económicas desta população eram: a agricultura, pastorícia,
mineração, artesanato e metalurgia.
A EXPANSÃO EUROPEIA DO SÉCULO XV
A Expansão Europeia – Os
países pioneiros da expansão foram Portugal e Espanha no século XV.As causas principais da expansão marítima, Portugal e Espanha eram potências marítimas até século XV, beneficiando-se da sua localização geográfica em relação a América e África, no Oceano Atlântico e Mar Mediterrâneo. O uso da bússula e outras técnicas navegações, naquele tempo. As figuras que se destacaram foram: Vasco da Gama (descobriu o novo caminho marítimo para a Ásia, contornando África), Fernão Magalhães (fez a viagem de circum-navegação – deu volta ao mundo), Álvaro Cabral descobriu (achou como dizem os brasileiros, pois negam ter sido descobertos porque já existiam na face da terra) Brasil, Cristovão Colombo descobriu as Américas e morreu convencido que tinha descoberto a Índia, usando novo caminho marítimo, por isso chamou aquele povo de índios, ainda temos Diogo Cão, Bartolomeu Dias e outros portugueses que também fizeram muitas missões para a Espanha.
Causas económicas
§ Trocas
comerciais entre a Europa, África e Asia;
§ Procura
de ouro em África que era comercializado na Índia;
§ Desenvolvimento
do comércio marítimo;
§ Início
da Era do capitalismo comercial;
§ Mudança
do eixo mundial do Mediterrâneo para o Atlântico.
Causas políticas
§ Formação
de impérios coloniais (início do colonialismo);
§ Fortalecimento
do poderio das potências coloniais;
§ Supremacia
da Europa sobre os outros continentes até início do século XX;
§ Reforço
da centralização do poder, gerando o absolutismo monárquico.
Causas sociais
§ Decadência
da Nobreza Feudal;
§ Enriquecimento
da burguesia comercial e financeira;
§ Libertação
definitiva dos servos
Causas religiosas
§ Expansão
do cristianismo;
§ Supremacia
Cristã sobre o Islão;
§ Guerras
das cruzadas no mediterrâneo.
AS TEORIAS ECONÓMICAS
A
Europa durante o período de transição viveu e conheceu diferentes doutrinas
económicas das quais se destacam: o fisiocratismo(significa
governo da natureza) e mercantilismo.
Tipos
de mercantilismo
1. Na
Península Ibérica (Portugal e Espanha) designava-se Metalismo ou Bulionismo.
2. Na
França era designado por colbertismo
3. Na Holanda por mercantilismo holandês e na
Inglaterra por mercantilismo inglês.
REFORMAS RELIGIOSAS
Causas das reformas religiosas
·
Grande cisma de Ocidente do poder papal;
·
Exigia o retorno a simplicidade, pureza
e humanidade do cristianismo e a sua identificação com as classes
predominantes;
·
Desenvolvimento de humanismo como
movimento cultural e ideológico que propunha novas atitudes no cristianismo;
·
Os abusos do clero e da Igreja;
·
Os papas comportavam-se com príncipes
rodeiados de luxos, riqueza, cobravam rendas e dízimos à população e possuíam
grandes extensões de terra;
·
Avanço de conhecimentos científicos;
etc.
Principais correntes protestantes e
os representantes (líderes):
1. Luteralismo
– fundado por Martinho Lutero
2. Calvinismo
– fundado por João Calvino
3. Anglicanismo
– fundado pelo rei da Inglaterra, Henrique VIII
4. Jonh
Huss etc.
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A
revolução industrial teve palco na Inglaterra, no século XVIII, graças a
descoberta do carvão mineral e da invenção da máquina à vapor por James Watt.
Depois a máquina de tecer (tecedeira) e fiadeira.
As consequências da Revolução no
mundo
§ Aumento
da produção e produtividade;
§ O
trabalho manual foi substituído pelas máquinas;
§ Surgimento
de cidades modernas e migração da população de campo para a cidade;
§ Abandono
da agricultura para a venda de mão-de-obra nas fábricas e outras indústrias;
§ Explosão
demográfica
§ Emigração
europeia, marcando a 2ª fase de expansão europeia;
§ A
procura de matéria-prima para alimentar as indústrias europeias (carvão e
ferro);
§ O
alargamento do mercado;
§ Acumulaçao
de capitais;
§ Desenvolvimento
do comércio à escala mundial;
§ Colonização;
§ Descoberta
de novo mundo (mundo extra europeu);
§ Enriquecimento
da Europa, etc.
Os Movimentos dos operários
A
industrialização dá origem a uma classe operária, muito numerosa e miserável
que constitui o proletariado (operários e camponeses). A maior parte são
camponeses sem terra que se deslocam para a cidade que migram para a cidade na
esperança de melhores condições de vida; mas rapidamente ficam frustrados. A
revolução industrial desenvolveu sem a intervenção do Estado, por isso o
proletariado enfrentou os seguintes problemas: Longas horas de trabalho (cerca de 20 horas do trabalho consecutivo),
exploração de mão de obra sobretudo no trabalho infantil e feminino (mulher),
baixos salários, trabalho contínuo sem
férias nem feriado, doenças como tuberculose devido as poeiras nas minas e fumo
fábricas;subalimentação, o alcoolismo como refúgio muitas vezes na esperança de
melhores dias, etc.
Aparecimento das teorias
socialistas
1. Socialismo utópico – As
figuras mais importantes são: Robert Owen, Saint-Simon e Charles Fourier.
2. Socialismo Científico –
As figuras foram: Karl Marx e Frederich Engels.
1ª GUERRA MUNDIAL (1914-1918)
§ A
guerra franco-prussiana em 1871, na qual a França perdeu Alsácia e Lorena à
favor da Alemanha;
§ Os
conflitos entre as potências imperialistas: guerra russo-japonesa (1904/5); a
guerra anglo-boer (1899 – 1902); a guerra hispano – americana (1898);
§ O
processo da unificação da Alemanha e da Prússia pela acção do Primeiro Ministro
Otto Von Bismark;
§ O
surgimento de duas novas potências capitalistas no mundo (os EUA e o Japão);
§ Aumento
de rivalidades militares internacionais pela posse de novos mercados
internacionais;
§ A
corrida ao armamento.
As causas imediata da
Primeira Guerra Mundial foi o
assassinato do arquiduque Francisco Fernando, príncipe herdeiro da coroa da
Áustria-Hungria em Serajevo, na Bósnia, a 28 de Junho de 1914, por um estudante
nacionalista da Sérvia.
A
Rússia abandonou a 1ª Guerra Mundial devido a Revolução de Outubro de 1917,
tendo assinado o Tratado Brest-Litvsk, em Março de 1918.
A Entrada dos EUA na Primeira Guerra
Mundial em 1917
Os
EUA sentiram-se obrigados a entrar na 1ª Guerra Mundial quando a Alemanha
atacou a costa Atlântica violando a integridade da Bélgica (país neutro),
invandido a França, atacando a Inglaterra, pois é, a Alemanha pretendia isolar
a Inglaterra dos EUA. Outro motivo da entrada dos EUA, era de um lado
beneficiar-se da partilha das colónias depois da guerra, outro motivo era um
dever apoiar a Tríplice Entente porque esta tinha contraído enormes dívidas aos
banqueiros norte-americanos, sobretudo a França e Inglaterra.
As Conferências pós – guerra e a
SDN
1.
A
Paz de Wilson (1918)
Teve
lugar no início de 1918, sob a iniciativa do Presidente norte americano Woodrow
Wilson que defendia que era necessário uma “paz sem vencedores” baseada nos 14
pontos, dos quais os mais importantes eram:
“a guerra terminaria sem vencedores (...); o princípio de
autodeterminação dos povos (...); criação de uma liga das Nações, a SDN (...)
com poderes para arbitrar conflitos internacionais”. Contudo, as potências europeias
não concordaram a aplicação dos 14 pontos de Wilson, uma vez que Alemanha
estava pratica e completamente derrotada, com a fuga de Kaiser.
2.
Conferência
de Paris (18 - 20 de Janeiro de 1919)
Esta
Conferência de Paris reuniu as potências vencedoras para elaborar tratados que
garantissem uma paz duradoura; criar uma organização internacional que pudesse
velar pela paz – A Sociedade das Nações; reafirmar o direito dos povos à
autodeterminação.
Estiveram
presentes 70 Delegados de 27 países que tinham participados na guerra ao lado
dos aliados (Inglaterra, EUA, França, Itália, Rússia e Japão). Os EUA foram
representados por Wilson, a Inglaterra pelo então Primeiro-Ministro Leopold
George, a França pelo Chanceler Clemenceau
e a Itália por Orlando.
3.
Conferência
Versalhes (28 de Junho de 1919)
Esta
Conferência tinha como objectivo promover a paz com a Alemanha e, por isso,
foram tomadas as seguintes medidas:
·
A Alemanha devia devolver (ceder) a
Alsácia e Lorena à França e possessões, títulos e direitos coloniais
ultramarinos à favor das potências vencedoras;
·
A Alemanha é totalmente desarmada,
integrando os seus navios e submarinos aos países vencedores;
·
A Alemanha é interdita de ter aviões
militar e marinha de guerra; de ter um exército com mais de 100 mil homens;
·
A Alemanha devia indemnizar os países
por ela destruídos na guerra;
·
O Império Austro-húngaro foi desmembrado
e deu lugar a Checoslováquia, Hungria, Áustria e Jugoslávia.
A criação da Sociedade das Nações
(SDN)
Após
a 1ª Guerra Mundial foi criada a SDN a 28 de Abril de 1919. A SDN foi proposta
do Presidente dos EUA Woodrow Wilson na conferência de Paz de Paris.
Os objectivos da SDN
eram:
§ Garantir
a paz e segurança dos Estados;
§ Arbitrar
conflitos internacionais para evitar que fossem resolvidos por meios militares;
§ Lutar
para reduzir a corrida ao armamento;
§ Protecção
de interesses das minorias;
§ Promover
a cooperação económica, financeira, social e cultural entre as nações de modo
igual e equilibrado; etc.
Fracasso da Sociedade
das Nações (SDN)
§ A
divergência entre a França e a Inglaterra;
§ A
Ausência dos EUA em virtude do Senado americano não ter concordado com os
pressupostos de Versalhes, mas ainda acreditava nos 14 pontos de Wilson;
§ Falta
de uma força militar que pudesse intervir à favor da paz e arbitrar conflitos.
A
SDN dispunha de uma força que não chegou a ser utilizada. O seu fracasso
deveu-se pelo facto de não ter evitado as novas as anexações levadas a cabo
pelo Japão, Itália e a Alemanha que ditaram a eclosão da 2ª Guerra Mundial
(1939 – 1945).
Os
países derrotados na 1ª Guerra Mundial pediram a revisão do Tratado de
Versalhes. Para a Alemanha, este tratado foi uma grande humilhação por isso
preparou-se secretamente para a Segunda Guerra Mundial, daí que muitos
analistas políticos consideram que a 2ª Guerra Mundial é a continuação da 1ª
Guerra Mundial.
As consequências da Primeira Guerra
Mundial
§ Houve
mais de 13 milhões de mortos, mais de 19 milhões de feridos, cerca de 3 milhões
de inválidos entre civis e militares;
§ Assistiu
uma baixa produção industrial e agrícola;
§ A
Alemanha indemnizou todos os países por ela destruídos;
§ A
Alemanha fez a devolução das cidades de Lorena e Alsácia à favor da França;
§ A
Alemanha perdeu as suas colónias à favor das potências vencedoras;
§ A
Europa perdeu os seus mercados internacionais à favor dos EUA e Japão;
§ Houve
défice na balança de pagamento;
§ Houve
destruição de infra-estruturas sociais e económicas;
§ Os
EUA passaram do país devedor (1914) para credor da Europa (1919);
§ De
1919 à 1919, os EUA conheceram a Era de prosperidade que atingiram o seu auge
em 1929;
§ Houve
empobrecimento das classes médias;
§ O
mapa político europeu foi alterado;
§ O
triunfo da Revolução Socialista de Outubro de 1917 na Rússia;
§ Os
tratados assinados levaram ao desmembramento da Áustria-Hungria e a independência
da Polónia;
§ A
criação da sociedade das Nações em Abril de 1919, com sede em Genebra.
O significado histórico da
Revolução Socialista
1. O
mundo ficou dividido em dois sistemas: países socialistas e capitalistas;
2. Despertou
os movimentos de libertação na Ásia, África e América Latina;
3. Mostrou
a humanidade os males que o Capitalismo fazia sobre os operários e camponeses
(proletariado) do mundo inteiro;
4. A
Revolução mostrou a humanidade o caminho devia seguir para acabar com o
Capitalismo, portanto foi a primeira aplicação prática das doutrinas marxistas,
elaboradas pelos filósofos Karl Marx e Frederich Engels;
REGIMES
FASCISTAS NO MUNDO
1.
Itália (1922-1945) Benito Mussolini
2.
Alemanha (1933-1945) Adolfo Hitler
3.
Espanha (1939 – 1975) General Francisco Franco
4.
Portugal (1933-1974) António Salazar e Marcelo Caetano
O Fascismo e
Nazismo
Na Itália, o
Fascismo tem suas origens em 1919, ano em que Benito Mussolini formou o
destacamento fascista conhecidos por camisas
negras[i]
que eram para-militares.
O
destacamento fascista tinha como objectivos:
Perseguir e punir grevistas operários;
Atacar e desmantelar todo o tipo de organização sindical e
partidária que manifesta ideologias socialistas, comunistas ou popular.
Neste âmbito, Benito Mussolini abandona o Partido
Socialista em 1920 e de imediato fundou o Partido Nacional Fascista (NF) que
defendia a reforma da constituição e a instituição de um governo centralizado.
A subida de
Benito Mussolini ao poder
Benito Mussolini aproveitou o clima de agitação social
que se verificou no Norte da Itália (greves e ocupações de fábricas) e no Sul
(ocupação de terras) entre 28 e 30 de Outubro de 1922. Mussolini organizou a
grande “Marcha sobre Roma”, na qual participaram cerca de 60 mil camisas negras
o que significou um golpe de Estado. Neste âmbito, o Rei Victor Manuel III
convida Mussolini a formar governo e instaurar a ditadura fascista na Itália. O
Fascismo teve um grande apoio dos círculos militares e da burguesia radical, na
sua fase inicial.
Nas eleições realizadas em 1924, o Partido Fascista
ganhou, e Benito Mussolini tornou-se o Senhor Absoluto da Itália – O II Duce
(Comandante militar, o ditador absoluto de toda a Itália).
Os
princípios fundamentais do Fascismo italiano
Primazia do Estado sobre
o indivíduo (“tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”);
Culto do Chefe:
concentra todos os poderes e a quem tudo se submete;
Militarismo: importância
das milícias armadas às ordens do Chefe (“os camisas negras”);
Nacionalismo e imperialismo:
em ordem a fazer uma Itália grande, herdeira das glórias de Roma Antiga.
Medidas
tomadas com a chegada de Benito Mussolini no poder (1922 – 1945)
1-
Na política interna
Supressão de partidos da oposição
Criação de uma polícia ao serviço do Estado para reprimir os
inimigos do regime;
Perseguição e morte dos principais líderes de partidos socialistas;
Imposição de uma rígida censura sobre os escritores, jornalistas,
etc;
Substituição do Parlamento por uma “câmara corporativa” em que os
deputados representavam associações de patronais e sindicatos;
Aproximação da Igreja através do Tratado de Latrão em 1929;
Decreto do casamento católico com efeitos civis;
Ensino da religião torna-se obrigatório.
2-
Na política externa
Estreitamento de relações com Alemanha de Hitler
Desencadeou a política expansionista e conquista: Abissínia na
Etiópia (1935) e Albânia em 1938;
Participou na guerra civil espanhola, em 1937.
3-
A nível social
Redução de desemprego através de obras públicas (construção de
estradas, aquedutos, pontes, etc.)
Aumento da produção de trigo para dispersar as importações;
Proibição da greve;
Incentivo a natalidade para tornar a Grande Itália;
Criação de sindicatos de empregados e patrões (O corporativismo)
O
Corporativismo é um sistema político em que as corporações
profissionais representadas por patrões e empregados são a base da sociedade.
As três (3)
condições do corporativismo
1. Um Partido único para que a disciplina
económica derive da disciplina que una todos os cidadãos numa fé comum;
1. Um Estado totalitário que absorva todas as
energias, interesses e esperanças dum povo;
2. É preciso viver num período de muita alta
tensão idealista.
II.
O Nazismo na Alemanha (1933 – 1945)
O Partido
Nacional Socialista dos Trabalhadores (operários) da Alemanha mais conhecido
por Partido Nazi foi fundado por Adolf Hitler, em 1919, em Munique. Ele nasceu
na Áustria, era um cabo durante a primeira guerra mundial, um homem com uma
estatura física baixa.
A ideologia
Nazi foi exposta na sua obra “minha luta” que significa em alemão Mein Kampf. Esta obra foi escrita na
prisão em 1923.
O Partido
Nazi defendia o seguinte:
Nacionalismo – União de
todos os territórios de língua alemã num só Estado, a grande Alemanha. Defendia
a anulação do Tratado de Versalhes e a necessidade de colonização;
Racismo – Defesa da raça
ariana o que considera a mais pura. Para evitar que a Alemanha que fosse
contaminada por outros povos inferiores a raça ariana. Propõe a submissão de
outros Estados e a eliminação física dos judeus;
Totalitarismo –
Concepção de um Estado forte e centralizado, dirigido pelo Partido Nazi e pelo
seu Fuhrer
(Chefe ou Duce com poderes absoluto). Assim a doutrina Nazi opõem-se à
democracia e ao parlamentarismo.
Para ele, os alemães pertenciam a raça pura e superior
(a raça ariana). A sua missão era conservar a pureza da raça, eliminando os
elementos fracos, deficientes físicos e não tolerava a mistura com outras
raças, julgadas inferiores, gerando ódio mortal e perseguição dos judeus
(Anti-semitismo).
A estabilização económica da Alemanha, entre 1924 e
1929, foi graças a assistência financeira anglo-americana (o plano Dawes),
aprovado em Londres, em Julho e agosto de 1924 que visava o seguinte:
Criação de condições para que a Alemanha pudesse pagar as
indemnizações às potências vencedoras da 1ª guerra mundial.
Diminuição do emprego e o descontentamento popular afim de evitar
uma revolução no país.
A crise capitalista de 1929 – 1933, afectou
negativamente a economia alemã devido a dependência em relação a Inglaterra e
aos EUA. Em 1932, a produção industrial baixo mais de 50%, o desemprego
aumentou e a situação dos camponeses agravou-se cada vez mais.
Face a isso, na Alemanha houve revoltas, greves dos
operários com o apoio do partido comunista. O crescimento do movimento operário
despertou o receio da burguesia e dos latifundiários que passaram a apoiar mais
os fascistas em particular o Partido Nazi.
A subida do
Hitler ao poder (1933-1945)
Em Janeiro de 1933, Adolf Hitler (1889-1945), ascendeu
ao poder como chefe do governo (Primeiro Ministro) – Chanceler alemão.
Em 1934, Adolf Hitler apoderou-se de todos os poderes
devido a morte do presidente alemão, Paul von Hindenburg (1847-19334). Hitler
instituiu a ditadura fascista que perdurou até 1945, ano da capitulação
incondicional da Alemanha.
Principais
medidas tomadas pelo Adolfo Hitler no poder
Ilegalização dos Partidos da oposição;
Censura sobre a imprensa, rádio, cinema, jornais e teatro que
passaram a servir como instrumentos de propaganda do regime;
Estabelecimento do Serviço militar Obrigatório (SMO);
Dissolução do Parlamento;
Instituição de prisão de comunistas e sociais democráticas;
O poder legislativo é absolvido pelo executivo;
Controlo governamental da economia;
Eliminação do desemprego através de obras públicas (Construção de
estradas, aquedutos, barragens, alargamento de água e energia, etc);
Ocupação da Renânia e a perseguição dos judeus e comunistas;
Expulsão na função pública de indivíduos de raça não ariana;
Abolição sistema feudal;
Anulação do Tratado de Versalhes e Saint-Germain;
Estabelecimento do projecto da Grande Alemanha;
Criação da polícia secreta (GESTAPO);
Criação das tropas de assalto (S.A e S.S);
Produção de armamento moderno;
Estabelecimento de uma política expansionista e militarista;
Abolição das greves, etc.
A partir de 1939,
a Alemanha tornou forte ou seja era uma forte potência capitalista da Europa e
do mundo, superada apenas pelos Estados Unidos da América.
A crise
económica mundial (1929 – 1933)
A crise económica (Grande depressão ou grande crise do
Capitalismo) começou nos EUA e depois alastrou-se para o resto do mundo,
sobretudo na Europa quando os EUA retiram os seus capitais da Europa para fazer
face as dificuldades internas e os grandes bancos do velho continente (Europa)
faliram.
A causa principal desta crise mundial foi,
indubitavelmente, a superprodução alcançada pelos Estados Unidos da América.
As
consequências da depressão de 1929 – 1933, nos países capitalistas
Queda da produção agrícola e industrial;
Baixa de preços;
Falências (bancos e firmas);
Redução de salários;
Desempregos;
Políticas de austeridade;
Ruínas dos agricultores;
Miséria do povo;
Descontentamento da população;
Destruição de matéria-prima e alimentos;
Fortalecimento dos regimes totalitários, etc.
Face à estes problemas, os governos democráticos
sentem sérias dificuldades em resolver a crise.
Algumas forças políticas criticam o sistema
democrático e reclamam a sua substituição por um regime forte e autoritário.
Como tentativa de superação da crise, os democratas
alteraram a política seguida pelos EUA. Na área económica assiste-se de forma
generalizada uma intervenção do Estado na economia, Dirigismo económico.
A Política
de New Deal (Nova Era/ Nova distribuição – Acordo)
O ano de 1932, foi mais dramático da depressão
americana. Neste ano o candidato democrata, Franklim Delano Roosevelt, ganha as
eleições presidenciais nos EUA e, é reeleito em 1936, 1940 e 1944. Logo que
assumiu o poder, em 1933, Franklim D. Roosevelt anunciou uma Nova Política,
capaz de recuperar a crise – o New Deal (influenciado pelas teorias
do economista inglês, John Keynes – Teoria
Geral do Emprego, Juro e da Moeda). Esta política propunha uma nova
distribuição da riqueza.
Principais
medidas tomadas
1.
De carácter económico
Controlo da banca, criando um fundo de garantia aos pequenos
depósitos e estabilizar o valor de dólar;
Controlo da produção agrícola e industrial para evitar a
superprodução e manter preços compensários (reduzindo as áreas cultivadas e
produção industrial);
Controlo dos serviços de transportes e produção de energia
eléctrica para desmantelar os grandes holding (sociedades financeiras
detentoras de títulos de outras empresas) criando empresas públicas e
sociedades mistas com participação maioritária do Estado);
Aumento dos salários dos operários através de crescimento do poder
de compra e estimular a produção.
2.
De carácter social
Criação de postos de trabalhos através de lançamento de grandes
obras públicas (estradas, vias férreas, barragens, bairros operários,
alargamento de energia e água, etc.)
Concessão de subsídios aos desempregados;
Estabelecimento de salários mínimos e de horário semanal de
trabalho;
Reforço de poder dos sindicatos e garantia de segurança social na
velhice e na doença.
Assim o “New Deal” – Programa governamental para
salvar o país da crise e evitar os abusos económicos que tinham provocado a
depressão, orientou-se por duas vias distintas:
1. Reforço dos sectores nacionais mais fracos
(Agricultura e classe operária) e,
2. Controlo rigoroso da indústria e das
finanças do Estado.
O “New Deal” deu forte impulso à economia dos EUA, e
resolveu parcialmente alguns problemas sociais. No plano político conseguiu
evitar que os EUA, sofressem agitações sociais, perturbações políticas e
tentativas de revoluções que abalaram muitos países da Europa.
A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
(1939-1945)
As Causas da Segunda Guerra Mundial
Nos
anos 1929 e 1930 a demografia liberal estava em crise devido aos seguintes
aspectos:
·
Espírito de ditadura;
·
O Nacionalismo;
·
Rearmamento, etc.
No
entanto, os antecedentes (causas) da Segunda Guerra são:
·
A Alemanha pretendia a revisão do
Tratado de Versalhes;
·
A Alemanha de Adolfo Hitler restabeleceu
o Serviço Militar Obrigatório (SMO) em 1935;
·
A Itália de Benito Mussolini conquistou
a Etiópia, em 1935;
·
Adolfo Hitler e Benito Mussolini
assinaram em 1936 o Pacto Eixo Berlim-Roma;
·
Japão anexou a Manchúria em 1931 e
algumas ilhas chinesas em 1937;
·
A Alemanha anexou a Áustria em 1938;
A
Guerra Civil espanhola serviu como ensaio das tropas alemães para II Guerra
Mundial.
As fases da Segunda Guerra Mundial
A
Segunda Guerra Mundial teve três (3) fases, a saber:
1ª Fase (1939 - 1941) Guerra de
relâmpago: Caracterizada pela vitória dos países do Eixo
(Alemanha, Itália e Japão).
Em
1939, a Alemanha invadiu a Polónia. A França e a Inglaterra declararam guerra à
Alemanha.
Em
1940, a Alemanha ocupou a Dinamarca, Noruega e França.
2ª Fase (1941 – 1943) Equilíbrio
das forças: Caracterizada pela generalização dos conflitos.
Em
1941 a Alemanha atacaou a Rússia, violando assim o pacto Germano-Soviético.
Na
manhã de 7 de Dezembro de 1941, houve um ataque japonês à Base Aero-naval de
Pearl Harbour dos EUA. Isso ataque mundializou o conflito, com a resposta
militar americana.
3ª Fase (1943 – 1945)
Contra-ofensiva: Caracterizada pela vitória dos aliados
(EUA, Inglaterra, França e URSS).
Em
1943 a Alemanha sofreu a primeira derrota na URSS, em estalinegrado pelas
tropas do Exército Vermelho.
No
dia 6 de Junho de 1944 (Dia “D”) houve desembarque das tropas dos aliados na
Normândia (França), foi o marco de início das operações no Norte da Europa e
foi fragilizada a barreira alemã na Costa Atlântica do Norte que seguiu até
Berlim.
A
tomada de Berlim foi feita pelas forças do Exército Vermelho (Rússia) depois de
libertar muitos países de Leste europeu. No dia 30 de Abril de 1945 houve a
capitulação incondicional da Alemanha.
A
guerra no Extremo Oriente progredia. Em 1943, os EUA tinham libertado as Ilhas
Filipinas, Marshall e Marianas do jugo japonês. Alguns países movidos pelas
vitórias dos aliados intensificaram os movimentos nacionalistas na luta pela
libertação e independentistas, como são os casos de: Vietname, Laos, China,
Índia, Filipinas, Coreia e outros em África.
Os
EUA num gesto desumano e cruel, o Presidente dos EUA, Harry Trumah ordenou o
lançamento de bombas atómicas em duas cidades japonesas. A primeira bomba foi
lançada em Hiroshima no dia 6 de Agosto de 1945 e a segunda na cidade de
Nagasaki no dia 9 de Agosto de 1945. Era o fim da Segunda Guerra Mundial.
Entrada dos EUA na guerra
A
7 de Dezembro de 1941, as tropas Japonesas atacaram a base aero-naval
americana, em Pearl Harbour, no Hawai. Este foi o motivo que levou os EUA a
declararem guerra contra o Japão, assim a guerra internacionalizou-se ou seja o
conflito alargou-se para todo o mundo.
O significado do lançamento de
bombas atómica no Japão
Os
EUA, queriam mostrar a URSS, o seu potencial ao seu inimigo político e rival.
A
2ª guerra mundial tinha um carácter da guerra
imperialista por causa de anexações de territórios, Japão ocupou muitos
territórios na Ásia Oriental e a Alemanha ocupou muitos países europeus e a
Itália no Norte de África (Líbia e Tunísia e na Etiópia.
A criação da ONU (1945)
A
ONU veio a substituir a SDN que fracassou na década de 1930, porque se revelou
incapaz de manter a paz e segurança internacional conforme tinha estipulado no
Tratado de Versalhes. A ONU foi longa e cuidadosamente preparada durante a
Segunda Guerra Mundial pelos EUA e Inglaterra e mais tarde pela URSS e a China.
O
projecto da criação da ONU foi primeiramente preparada na Conferência de
Teerão, em 1945, e posteriormente e, mais tarde ratificado em Ialta onde se
redigiu e aprovou-se a carta fundadora das Nações Unidas, pelos seguintes
países: EUA, URSS, China, Inglaterra e França, pois são membros permanentes com
direito de veto.
Iniciada
a 25 de Abril de 1945 até 26 de Junho de 1945, na cidade de São Francisco (EUA)
a Conferência contou com Delegados de 51 países
A
ONU foi criada com os seguintes objectivos:
·
Manter a paz, segurança internacional e
reprimir os actos de agressão, utilizando, tanto quanto possível, meios
pacíficos;
·
Desenvolver relações entre diferentes
nações, baseadas na igualdade entre os povos e no seu direito de
autodeterminação;
·
Fomentar a cooperação internacional para
resolver problemas sociais, cultural, humanitário e económico;
·
Desenvolver o respeito dos direitos
humanos e pelas liberdades fundamentais.
OS MOVIMENTOS DE LIBERTAÇÃO
NACIONAL (MLN) EM ÁFRICA E ÁSIA
Em
1955, foi realizada a Conferência de Bandung, na Indonésia e participaram 29
países africanos e asiáticos cujo objectivo foi o não alinhamento as políticas das duas superpotências e o apoio
incondicional aos movimentos de libertação nacional (MLN) dos Países do
Terceiro Mundo.
Vários
factores contribuíram para que no fim da Segunda Guerra Mundial eclodissem nos
continentes africano e asiáticos os movimentos nacionalistas. Dentre eles
destacam-se os seguintes factores:
§ As
políticas assumidas pelas Superpotências Mundiais (EUA e URSS) depois da
guerra;
§ Surgimento
das Nações Unidas e as decisões tomadas;
§ As
contradições entre os países imperialistas;
§ As
contradições internas do colonialismo;
§ O
alargamento do campo socialista no Leste europeu;
§ A
Conferência de Bandung que defendia a neutralidade e apoio aos movimentos
nacionalistas;
§ Os
reflexos da Revolução Socialista de Outubro de 1917 na Rússia;
§ A
participação dos africanos na segunda Guerra Mundial ao lado dos aliados onde
ganharam experiência de combate.
As
Nações Unidas criadas em 1945, em São Francisco, desempenharam um papel
importante no processo de descolonização. O fim da Segunda Guerra Mundial levou
muitos países à independência. Em 1947, a Índia tornou-se independente, em 1949
foi a China. Estes dois países tiveram um papel importante como exemplo e
retaguarda segura dos movimentos nacionalistas africanas.
Para
alcançar-se as independências em África, Ásia usou-se duas vias:
1. A
luta armada (Moçambique, Angola, Argélia, Zimbabwé, Marrocos, Guiné-Bissau,
etc.)
2. A
luta pacífica ou diplomática - conversações (Índia, Ghana, Zâmbia, Malawi, etc)
Da
África do Norte vinham alguns exemplos encorajadores para o resto de África, no
seio dos movimentos nacionalista.
§ O
Golpe Militar de 1954 levou Gamal Abdel-Nasser ao poder no Egipto;
§ A
rebelião armada de Mohammed Ben Yussef culminou com a independência de
Marrocos, em 1956;
§ A
prolongada guerra de libertação nacional levada a cabo na Argélia por Amed Ben
Bella sob comando da Frente de Libertação Nacional (FLN) culminou com a
independência em 1962.
Foram
vários factores que influenciaram os Movimentos de Libertação Nacional (MLN).
Os primeiros guerrilheiros da FRELIMO foram treinados na Argélia como são os
casos de Samora Machel e Alberto Joaquim Chipande, outros foram treinados na
China e Tanzânia.
Muitos
africanos ganharam táctica de guerrilha em plena Segunda Guerra Mundial,
lado-a-lado com os aliados na Normândia, Líbia, Argélia, França, Etiópia e no
Extremo Oriente.
A
independência da Argélia foi conquistada depois de uma guerra sangrenta,
violenta, suicída e terrorista contra os franceses. Esta situação verificou-se
nas colónias portuguesas.
OS PAÍSES AFRICANOS RUMO À INDEPENDÊNCIA:
COLÓNIAS INGLESAS
A
Constituição de Londres de 1946 adoptada segundo os princípios da autonomia
dava a possibilidade das colónias inglesas o direito de autodeterminação.
Ghana
foi o primeiro paí da África Negra a alcançar a sua independência. A independência
do Ghana (ex. Costa de Ouro) foi conquistada por via pacífica (diplomacia ou
negociações) a 6 de Março de 1957.
Kwame
N’krumah, líder de CPP, foi eleito primeiro Presidente e após independência
optou a via de desenvolvimento socialista.
Em
1966 visitou a China, durante a visita foi deposto por Golpe de Estado e morreu
exilado em 1872, na Guiné.
A
Tanganyica actual Tanzânia tornou-se independente a 8 de Dezembro de 1961,
Jullius Nyerere, líder da TANU, foi eleito Presidente e Rashid Kawawa, Primeiro
Ministro.
Em
1964, a Ilha de Zanzibar juntou-se a Tanganyica e ambos tornaram República
Unida da Tanzânia.
A
5 de Fevereiro de 1967 após a declaração de Arusha adoptou-se a via de
desenvolvimento socialista e o não alinhamento.
Em
1960, foi fundado a KANU (Kenya African Nation Union) liderada por Jomo
Kenyatta, ainda prisioneiro e pouco depois fundou-se (KADU) sob liderança de
Ronald Ngola. Em 1962, KANU e KADU juntaram esforços para a independência do
Quénia, a 12 de Dezembro de 1963 e Jomo Kenyatta tornou-se primeiro presidente
do Quénia.
Alguns
exemplos de líderes nacionalistas (heróis) de Moçambique são: Josina Machel,
Samora Machel, Joaquim Chissano, Emília Daússe, Filipe Samuel Magaia, Paulo
Samuel Kankhomba, Jonh Issá, Zedequias Manganhela, Boaventura Gruveta e outros.
O nacionalismo moçambicano manifestou-se através de greves; sabotagem; imprensa;
literatura; manifestações nas plantações, nos CFM – ex. Lourenço Marques,
criação de movimentos académicos (NESAM) e políticos (UNAMI, MANU e UDENAMO) e
mais tarde uniram-se fundando a FRELIMO
Complete o quadro de Movimento de
Libertaçao Nacionalista (África e Ásia)
País(es)
|
Movimento(s)
|
Líder(es)
|
Ano de
independência
|
Ghana
|
CCP
|
1957
|
|
Tanzânia
|
TANU
|
1961
|
|
Quénia
|
KANU
|
Jomo Kenyatta
|
|
Zimbabwe
|
ZANU/ZAPU
|
1980
|
|
Índia
|
CNI
|
1947
|
|
China
|
Mao-Tsé-Tung
|
1949
|
|
Congo
|
MNC
|
Patrice Lumumba
|
|
Namíbia
|
SWAPO
|
Sam Nujoma
|
|
Argélia
|
Amed Ben Bella
|
1962
|
|
Egipto
|
Gamal Abdel-Nasser
|
||
Zâmbia
|
UNIP
|
Kenneth Kaúnda
|
|
Angola
|
Agostinho Neto
|
||
Moçambique
|
1975
|
OS PROBLEMAS ACTUAIS DOS PAÍSES DO
TERCEIRO MUNDO
§ O
baixo rendimento per capita;
§ Subalimentação;
§ Elevadas
taxas de natalidades, analfabetismo, etc;
§ Falta
de quadros qualificados;
§ Agricultura
tradicional;
§ Doenças
e epidemias;
§ Fome,
etc.
Sem comentários:
Enviar um comentário