terça-feira, 28 de novembro de 2017

Matriz de História


O objecto de estudo da História é o Homem, no tempo e no espaço.

No estudo da História, o historiador recorre às ciências auxiliares, tais como:

1.      Numismática – estuda moedas e medalhas antigas;

2.      Antropologia – estuda os vestígios de actividades humana no tempo soterrados no solo;

3.      Cronologia – organiza os acontecimentos históricos em datas, numa sucessão crescente ou decrescente, isto é estuda a sequência lógica dos acontecimentos.

4.      Geografia – estuda a história dos localizados no espaç;

5.      Estatística – estuda a história e interpreta os dados numéricos com base em cálculos matemáticos especializados;

6.      Etnologia estuda os povos e etnias;

7.      Linguística – permite a comparação entre diferentes línguas, a sua origem e o grau de parentesco entre elas (línguas).



TEORIAS DA EVOLUÇÃO DO HOMEM

Existem duas (2) teorias que explicam a origem do homem são:

1.      Teoria de criação – Este surge de um relato biblíco e defende que o homem foi criado por Deus, no último dia (6º dia).

2.      Teoria evolutiva – esta teoria defende o homem não apareceu de um momento para o outro, foram necessários milhões de anospara que se dessem as alterações físicas e intelectuais que transformaram os hominídeos no Homem actual.

AS COMUNIDADES PRIMITIVAS
Comunidades de caçadores-recolectores (paleólitico)

O Paleólitico é o período da pré-história muito longo que decorreu até ao aparecimento da agricultura.

Características do paleólitico:

§  Economia recolectora (dependência daquilo que a Natureza oferecia);

§  Nomandismo (Não tinha residência fixa);

§  O uso de instrumento de pedra lascada;

§  É a época da pedra antiga ou pedra lascada

Devido à pratica de economia recolectora e do clima, o Homem do peleótico era obrigado a deslocar-se, sempre, de um lugar para o outro, procurando alimentos, por isso era nómada.

Em época quente vivia no ar livre mas em época fri era obrigado a disputar grutas com feras (leões, leopardos, etc) e cobria-se com peles de animais que caçava.

Comunidade primitiva é o regime de cooperação que levaria os homens primitivos a unir-se agrupar-se, a trabalhar e a repartir o produto de trabolho em comum.

Nestas comunidades, os homens iam a caça e a pesca enquanto as mulheres com ajuda de crianças iam a recolecção (raízes, folhas e sementes), arranjo de peles e confecção de alimentos.

Nos grupos a divisão do trabalho era feita através de diferentes tarefas por sexo e idade. Os mais velhos devido a a experiência e sabedoria, cabia a função de autoridade e tomada de decisões.

Na comunidade primitiva havia um clã que realizava trocas de alimentos, objectos, matéria-primas, serviço e casamentos.

No Neolítico (Comunidade de agricultura e pastorícia) a economia de nomadismo deu lugar a economia de produção caracterizada por um vida sedentária

A descoberta da agricultura e da pastorícia nas primeiras sociedades teve grande importância na evolução das sociedades porque:

§  Permitiu o aumento das comunidades;

§  Permitiu a sedentarização isto é, passaram a viver em lugares fixos para a prática da agricultura e na domesticação de plantas e animais;

§  Permitiu a divisão social do trabalho.



ANTIGUIDADE CLÁSSICA

Caracteristicas:

§  A religião era politeísta (Adoravam vários deuses)

§  Criavam cidades-estado (Cada cidade era independente em relação às outras, pois tinham um rei e as suas leis)

§  A base da economia era a agricultura, comércio, pesca (reinos costeiras ou atravessados por rios), etc.

§  Os escravos eram obtidos por venda (comprados), dívidas e guerras de conquistas.



1.      Mesopotâmia
Era uma região do Médio Oriente, situada entre os rios Tigre e Eufrates. A palavra Mesopotâmia significa território entre rios.

As principais cidades que se desenvolveram na Mesopotâmia - Assíria, Acádia, Assur, Caldéia, Kish, Lagash, Nimrod, Nínive, Nippur, Samarra, Suméria, Ur, Uruk,

Os povos que habitaram a Mesopotâmia são: sumérios, os assírios, acádios e babilónicos.

2.      Grécia antiga
As cidades mais importantes da Grécia eram Atenas e Esparta.

Os povos que habitaram a Grécia antiga foram: Pelágios, jónios, gregos, espartanos, dórios etc.

A democracia atenieses  tinha uma Assembleia composta por 500 membros (Conselho dos quinhentistas) constituída por Delegados eleitos pelo povo e era órgão administrativo local. Na Grécia Antiga estavam privados (proíbidos) de direitos políticos: as mulheres, escravos e estrangeiros.

Democracia significa poder do povo.

Os primeiros reinos que surgiram em Moçambique são: Reino Zimbabwe (1250 – 1450), Império Mutapa chefiado por Mwenemutapa, Reino Manyikeni, etc. As principais actividades económicas desta população eram: a agricultura, pastorícia, mineração, artesanato e metalurgia.



A EXPANSÃO EUROPEIA DO SÉCULO XV
A Expansão Europeia – Os países pioneiros da expansão foram Portugal e Espanha no século XV.
As causas principais da expansão marítima, Portugal e Espanha eram potências marítimas até século XV, beneficiando-se da sua localização geográfica em relação a América e África, no Oceano Atlântico e Mar Mediterrâneo. O uso da bússula e outras técnicas navegações, naquele tempo. As figuras que se destacaram foram: Vasco da Gama (descobriu o novo caminho marítimo para a Ásia, contornando África), Fernão Magalhães (fez a viagem de circum-navegação – deu volta ao mundo), Álvaro Cabral descobriu (achou como dizem os brasileiros, pois negam ter sido descobertos porque já existiam na face da terra) Brasil, Cristovão Colombo descobriu as Américas e morreu convencido que tinha descoberto a Índia, usando novo caminho marítimo, por isso chamou aquele povo de índios, ainda temos Diogo Cão, Bartolomeu Dias e outros portugueses que também fizeram muitas missões para a Espanha.

Causas económicas
  §  Trocas comerciais entre a Europa, África e Asia;

§  Procura de ouro em África que era comercializado na Índia;

§  Desenvolvimento do comércio marítimo;

§  Início da Era do capitalismo comercial;

§  Mudança do eixo mundial do Mediterrâneo para o Atlântico.



Causas políticas
  §  Formação de impérios coloniais (início do colonialismo);

§  Fortalecimento do poderio das potências coloniais;

§  Supremacia da Europa sobre os outros continentes até início do século XX;

§  Reforço da centralização do poder, gerando o absolutismo monárquico.

Causas sociais
  §  Decadência da Nobreza Feudal;

§  Enriquecimento da burguesia comercial e financeira;

§  Libertação definitiva dos servos

Causas religiosas
  §  Expansão do cristianismo;

§  Supremacia Cristã sobre o Islão;

§  Guerras das cruzadas no mediterrâneo.

AS TEORIAS ECONÓMICAS
A Europa durante o período de transição viveu e conheceu diferentes doutrinas económicas das quais se destacam: o fisiocratismo(significa governo da natureza) e mercantilismo.

Tipos de mercantilismo

1.      Na Península Ibérica (Portugal e Espanha) designava-se Metalismo ou Bulionismo.

2.      Na França era designado por colbertismo

3.      Na  Holanda por mercantilismo holandês e na Inglaterra por mercantilismo inglês.



REFORMAS RELIGIOSAS
Causas das reformas religiosas

·         Grande cisma de Ocidente do poder papal;

·         Exigia o retorno a simplicidade, pureza e humanidade do cristianismo e a sua identificação com as classes predominantes;

·         Desenvolvimento de humanismo como movimento cultural e ideológico que propunha novas atitudes no cristianismo;

·         Os abusos do clero e da Igreja;

·         Os papas comportavam-se com príncipes rodeiados de luxos, riqueza, cobravam rendas e dízimos à população e possuíam grandes extensões de terra;

·         Avanço de conhecimentos científicos; etc.



Principais correntes protestantes e os representantes (líderes):

1.      Luteralismo – fundado por Martinho Lutero

2.      Calvinismo – fundado por João Calvino

3.      Anglicanismo – fundado pelo rei da Inglaterra, Henrique VIII

4.      Jonh Huss etc.



REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A revolução industrial teve palco na Inglaterra, no século XVIII, graças a descoberta do carvão mineral e da invenção da máquina à vapor por James Watt. Depois a máquina de tecer (tecedeira) e fiadeira.

As consequências da Revolução no mundo

§  Aumento da produção e produtividade;

§  O trabalho manual foi substituído pelas máquinas;

§  Surgimento de cidades modernas e migração da população de campo para a cidade;

§  Abandono da agricultura para a venda de mão-de-obra nas fábricas e outras indústrias;

§  Explosão demográfica

§  Emigração europeia, marcando a 2ª fase de expansão europeia;

§  A procura de matéria-prima para alimentar as indústrias europeias (carvão e ferro);

§  O alargamento do mercado;

§  Acumulaçao de capitais;

§  Desenvolvimento do comércio à escala mundial;

§  Colonização;

§  Descoberta de novo mundo (mundo extra europeu);

§  Enriquecimento da Europa, etc.


Os Movimentos dos operários
A industrialização dá origem a uma classe operária, muito numerosa e miserável que constitui o proletariado (operários e camponeses). A maior parte são camponeses sem terra que se deslocam para a cidade que migram para a cidade na esperança de melhores condições de vida; mas rapidamente ficam frustrados. A revolução industrial desenvolveu sem a intervenção do Estado, por isso o proletariado enfrentou os seguintes problemas: Longas horas de trabalho (cerca de 20 horas do trabalho consecutivo), exploração de mão de obra sobretudo no trabalho infantil e feminino (mulher), baixos salários,  trabalho contínuo sem férias nem feriado, doenças como tuberculose devido as poeiras nas minas e fumo fábricas;subalimentação, o alcoolismo como refúgio muitas vezes na esperança de melhores dias, etc.

Aparecimento das teorias socialistas

1.      Socialismo utópico – As figuras mais importantes são: Robert Owen, Saint-Simon e Charles Fourier.

2.      Socialismo Científico – As figuras foram: Karl Marx e Frederich Engels.



1ª GUERRA MUNDIAL (1914-1918)

§  A guerra franco-prussiana em 1871, na qual a França perdeu Alsácia e Lorena à favor da Alemanha;

§  Os conflitos entre as potências imperialistas: guerra russo-japonesa (1904/5); a guerra anglo-boer (1899 – 1902); a guerra hispano – americana (1898);

§  O processo da unificação da Alemanha e da Prússia pela acção do Primeiro Ministro Otto Von Bismark;

§  O surgimento de duas novas potências capitalistas no mundo (os EUA e o Japão);

§  Aumento de rivalidades militares internacionais pela posse de novos mercados internacionais;

§  A corrida ao armamento.



As causas imediata da Primeira Guerra Mundial foi  o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, príncipe herdeiro da coroa da Áustria-Hungria em Serajevo, na Bósnia, a 28 de Junho de 1914, por um estudante nacionalista da Sérvia.

A Rússia abandonou a 1ª Guerra Mundial devido a Revolução de Outubro de 1917, tendo assinado o Tratado Brest-Litvsk, em Março de 1918.

A Entrada dos EUA na Primeira Guerra Mundial em 1917

Os EUA sentiram-se obrigados a entrar na 1ª Guerra Mundial quando a Alemanha atacou a costa Atlântica violando a integridade da Bélgica (país neutro), invandido a França, atacando a Inglaterra, pois é, a Alemanha pretendia isolar a Inglaterra dos EUA. Outro motivo da entrada dos EUA, era de um lado beneficiar-se da partilha das colónias depois da guerra, outro motivo era um dever apoiar a Tríplice Entente porque esta tinha contraído enormes dívidas aos banqueiros norte-americanos, sobretudo a França e Inglaterra.

As Conferências pós – guerra e a SDN

1.      A Paz de Wilson (1918)

Teve lugar no início de 1918, sob a iniciativa do Presidente norte americano Woodrow Wilson que defendia que era necessário uma “paz sem vencedores” baseada nos 14 pontos, dos quais os mais importantes eram:  “a guerra terminaria sem vencedores (...); o princípio de autodeterminação dos povos (...); criação de uma liga das Nações, a SDN (...) com poderes para arbitrar conflitos internacionais”. Contudo, as potências europeias não concordaram a aplicação dos 14 pontos de Wilson, uma vez que Alemanha estava pratica e completamente derrotada, com a fuga de Kaiser.



2.      Conferência de Paris (18 - 20 de Janeiro de 1919)

Esta Conferência de Paris reuniu as potências vencedoras para elaborar tratados que garantissem uma paz duradoura; criar uma organização internacional que pudesse velar pela paz – A Sociedade das Nações; reafirmar o direito dos povos à autodeterminação.

Estiveram presentes 70 Delegados de 27 países que tinham participados na guerra ao lado dos aliados (Inglaterra, EUA, França, Itália, Rússia e Japão). Os EUA foram representados por Wilson, a Inglaterra pelo então Primeiro-Ministro Leopold George, a França pelo Chanceler  Clemenceau e a Itália por Orlando.

3.      Conferência Versalhes (28 de Junho de 1919)

Esta Conferência tinha como objectivo promover a paz com a Alemanha e, por isso, foram tomadas as seguintes medidas:

·         A Alemanha devia devolver (ceder) a Alsácia e Lorena à França e possessões, títulos e direitos coloniais ultramarinos à favor das potências vencedoras;

·         A Alemanha é totalmente desarmada, integrando os seus navios e submarinos aos países vencedores;

·         A Alemanha é interdita de ter aviões militar e marinha de guerra; de ter um exército com mais de 100 mil homens;

·         A Alemanha devia indemnizar os países por ela destruídos na guerra;

·         O Império Austro-húngaro foi desmembrado e deu lugar a Checoslováquia, Hungria, Áustria e Jugoslávia.

A criação da Sociedade das Nações (SDN)

Após a 1ª Guerra Mundial foi criada a SDN a 28 de Abril de 1919. A SDN foi proposta do Presidente dos EUA Woodrow Wilson na conferência de Paz de Paris.

Os objectivos da SDN eram:

§  Garantir a paz e segurança dos Estados;

§  Arbitrar conflitos internacionais para evitar que fossem resolvidos por meios militares;

§  Lutar para reduzir a corrida ao armamento;

§  Protecção de interesses das minorias;

§  Promover a cooperação económica, financeira, social e cultural entre as nações de modo igual e equilibrado; etc.



Fracasso da Sociedade das Nações (SDN)

§  A divergência entre a França e a Inglaterra;

§  A Ausência dos EUA em virtude do Senado americano não ter concordado com os pressupostos de Versalhes, mas ainda acreditava nos 14 pontos de Wilson;

§  Falta de uma força militar que pudesse intervir à favor da paz e arbitrar conflitos.

A SDN dispunha de uma força que não chegou a ser utilizada. O seu fracasso deveu-se pelo facto de não ter evitado as novas as anexações levadas a cabo pelo Japão, Itália e a Alemanha que ditaram a eclosão da 2ª Guerra Mundial (1939 – 1945).

Os países derrotados na 1ª Guerra Mundial pediram a revisão do Tratado de Versalhes. Para a Alemanha, este tratado foi uma grande humilhação por isso preparou-se secretamente para a Segunda Guerra Mundial, daí que muitos analistas políticos consideram que a 2ª Guerra Mundial é a continuação da 1ª Guerra Mundial.



As consequências da Primeira Guerra Mundial

§  Houve mais de 13 milhões de mortos, mais de 19 milhões de feridos, cerca de 3 milhões de inválidos entre civis e militares;

§  Assistiu uma baixa produção industrial e agrícola;

§  A Alemanha indemnizou todos os países por ela destruídos;

§  A Alemanha fez a devolução das cidades de Lorena e Alsácia à favor da França;

§  A Alemanha perdeu as suas colónias à favor das potências vencedoras;

§  A Europa perdeu os seus mercados internacionais à favor dos EUA e Japão;

§  Houve défice na balança de pagamento;

§  Houve destruição de infra-estruturas sociais e económicas;

§  Os EUA passaram do país devedor (1914) para credor da Europa (1919);

§  De 1919 à 1919, os EUA conheceram a Era de prosperidade que atingiram o seu auge em 1929;

§  Houve empobrecimento das classes médias;

§  O mapa político europeu foi alterado;

§  O triunfo da Revolução Socialista de Outubro de 1917 na Rússia;

§  Os tratados assinados levaram ao desmembramento da Áustria-Hungria e a independência da Polónia;

§  A criação da sociedade das Nações em Abril de 1919, com sede em Genebra.



O significado histórico da Revolução Socialista

1.      O mundo ficou dividido em dois sistemas: países socialistas e capitalistas;

2.      Despertou os movimentos de libertação na Ásia, África e América Latina;

3.      Mostrou a humanidade os males que o Capitalismo fazia sobre os operários e camponeses (proletariado) do mundo inteiro;

4.      A Revolução mostrou a humanidade o caminho devia seguir para acabar com o Capitalismo, portanto foi a primeira aplicação prática das doutrinas marxistas, elaboradas pelos filósofos Karl Marx e Frederich Engels;



REGIMES FASCISTAS NO MUNDO

1.      Itália (1922-1945) Benito Mussolini

2.      Alemanha (1933-1945) Adolfo Hitler

3.      Espanha (1939 – 1975) General Francisco Franco

4.      Portugal (1933-1974) António Salazar e Marcelo Caetano



O Fascismo e Nazismo

Na Itália, o Fascismo tem suas origens em 1919, ano em que Benito Mussolini formou o destacamento fascista conhecidos por camisas negras[i] que eram para-militares.

O destacamento fascista tinha como objectivos:

  Perseguir e punir grevistas operários;

  Atacar e desmantelar todo o tipo de organização sindical e partidária que manifesta ideologias socialistas, comunistas ou popular.

Neste âmbito, Benito Mussolini abandona o Partido Socialista em 1920 e de imediato fundou o Partido Nacional Fascista (NF) que defendia a reforma da constituição e a instituição de um governo centralizado.



A subida de Benito Mussolini ao poder

Benito Mussolini aproveitou o clima de agitação social que se verificou no Norte da Itália (greves e ocupações de fábricas) e no Sul (ocupação de terras) entre 28 e 30 de Outubro de 1922. Mussolini organizou a grande “Marcha sobre Roma”, na qual participaram cerca de 60 mil camisas negras o que significou um golpe de Estado. Neste âmbito, o Rei Victor Manuel III convida Mussolini a formar governo e instaurar a ditadura fascista na Itália. O Fascismo teve um grande apoio dos círculos militares e da burguesia radical, na sua fase inicial.

Nas eleições realizadas em 1924, o Partido Fascista ganhou, e Benito Mussolini tornou-se o Senhor Absoluto da Itália – O II Duce (Comandante militar, o ditador absoluto de toda a Itália).

Os princípios fundamentais do Fascismo italiano

  Primazia do Estado sobre o indivíduo (“tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”);

  Culto do Chefe: concentra todos os poderes e a quem tudo se submete;

  Militarismo: importância das milícias armadas às ordens do Chefe (“os camisas negras”);

  Nacionalismo e imperialismo: em ordem a fazer uma Itália grande, herdeira das glórias de Roma Antiga.

Medidas tomadas com a chegada de Benito Mussolini no poder (1922 – 1945)

1-      Na política interna

  Supressão de partidos da oposição

  Criação de uma polícia ao serviço do Estado para reprimir os inimigos do regime;

  Perseguição e morte dos principais líderes de partidos socialistas;

  Imposição de uma rígida censura sobre os escritores, jornalistas, etc;

  Substituição do Parlamento por uma “câmara corporativa” em que os deputados representavam associações de patronais e sindicatos;

  Aproximação da Igreja através do Tratado de Latrão em 1929;

  Decreto do casamento católico com efeitos civis;

  Ensino da religião torna-se obrigatório.



2-      Na política externa

  Estreitamento de relações com Alemanha de Hitler

  Desencadeou a política expansionista e conquista: Abissínia na Etiópia (1935) e Albânia em 1938;

  Participou na guerra civil espanhola, em 1937.



3-      A nível social

  Redução de desemprego através de obras públicas (construção de estradas, aquedutos, pontes, etc.)

  Aumento da produção de trigo para dispersar as importações;

  Proibição da greve;

  Incentivo a natalidade para tornar a Grande Itália;

  Criação de sindicatos de empregados e patrões (O corporativismo)



O Corporativismo é um sistema político em que as corporações profissionais representadas por patrões e empregados são a base da sociedade.

As três (3) condições do corporativismo

1.      Um Partido único para que a disciplina económica derive da disciplina que una todos os cidadãos numa fé comum;

1.      Um Estado totalitário que absorva todas as energias, interesses e esperanças dum povo;

2.      É preciso viver num período de muita alta tensão idealista.



II.                O Nazismo na Alemanha (1933 – 1945)

O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores (operários) da Alemanha mais conhecido por Partido Nazi foi fundado por Adolf Hitler, em 1919, em Munique. Ele nasceu na Áustria, era um cabo durante a primeira guerra mundial, um homem com uma estatura física baixa.

A ideologia Nazi foi exposta na sua obra “minha luta” que significa em alemão Mein Kampf. Esta obra foi escrita na prisão em 1923.

O Partido Nazi defendia o seguinte:

  Nacionalismo – União de todos os territórios de língua alemã num só Estado, a grande Alemanha. Defendia a anulação do Tratado de Versalhes e a necessidade de colonização;

  Racismo – Defesa da raça ariana o que considera a mais pura. Para evitar que a Alemanha que fosse contaminada por outros povos inferiores a raça ariana. Propõe a submissão de outros Estados e a eliminação física dos judeus;

  Totalitarismo – Concepção de um Estado forte e centralizado, dirigido pelo Partido Nazi e pelo seu Fuhrer (Chefe ou Duce com poderes absoluto). Assim a doutrina Nazi opõem-se à democracia e ao parlamentarismo.

Para ele, os alemães pertenciam a raça pura e superior (a raça ariana). A sua missão era conservar a pureza da raça, eliminando os elementos fracos, deficientes físicos e não tolerava a mistura com outras raças, julgadas inferiores, gerando ódio mortal e perseguição dos judeus (Anti-semitismo).



A estabilização económica da Alemanha, entre 1924 e 1929, foi graças a assistência financeira anglo-americana (o plano Dawes), aprovado em Londres, em Julho e agosto de 1924 que visava o seguinte:

  Criação de condições para que a Alemanha pudesse pagar as indemnizações às potências vencedoras da 1ª guerra mundial.

  Diminuição do emprego e o descontentamento popular afim de evitar uma revolução no país.

A crise capitalista de 1929 – 1933, afectou negativamente a economia alemã devido a dependência em relação a Inglaterra e aos EUA. Em 1932, a produção industrial baixo mais de 50%, o desemprego aumentou e a situação dos camponeses agravou-se cada vez mais.

Face a isso, na Alemanha houve revoltas, greves dos operários com o apoio do partido comunista. O crescimento do movimento operário despertou o receio da burguesia e dos latifundiários que passaram a apoiar mais os fascistas em particular o Partido Nazi.



A subida do Hitler ao poder (1933-1945)

Em Janeiro de 1933, Adolf Hitler (1889-1945), ascendeu ao poder como chefe do governo (Primeiro Ministro) – Chanceler alemão.

Em 1934, Adolf Hitler apoderou-se de todos os poderes devido a morte do presidente alemão, Paul von Hindenburg (1847-19334). Hitler instituiu a ditadura fascista que perdurou até 1945, ano da capitulação incondicional da Alemanha.



Principais medidas tomadas pelo Adolfo Hitler no poder

  Ilegalização dos Partidos da oposição;

  Censura sobre a imprensa, rádio, cinema, jornais e teatro que passaram a servir como instrumentos de propaganda do regime;

  Estabelecimento do Serviço militar Obrigatório (SMO);

  Dissolução do Parlamento;

  Instituição de prisão de comunistas e sociais democráticas;

  O poder legislativo é absolvido pelo executivo;

  Controlo governamental da economia;

  Eliminação do desemprego através de obras públicas (Construção de estradas, aquedutos, barragens, alargamento de água e energia, etc);

  Ocupação da Renânia e a perseguição dos judeus e comunistas;

  Expulsão na função pública de indivíduos de raça não ariana;

  Abolição sistema feudal;

  Anulação do Tratado de Versalhes e Saint-Germain;

  Estabelecimento do projecto da Grande Alemanha;

  Criação da polícia secreta (GESTAPO);

  Criação das tropas de assalto (S.A e S.S);

  Produção de armamento moderno;

  Estabelecimento de uma política expansionista e militarista;

  Abolição das greves, etc.

A partir de 1939, a Alemanha tornou forte ou seja era uma forte potência capitalista da Europa e do mundo, superada apenas pelos Estados Unidos da América.



A crise económica mundial (1929 – 1933)

A crise económica (Grande depressão ou grande crise do Capitalismo) começou nos EUA e depois alastrou-se para o resto do mundo, sobretudo na Europa quando os EUA retiram os seus capitais da Europa para fazer face as dificuldades internas e os grandes bancos do velho continente (Europa) faliram.

A causa principal desta crise mundial foi, indubitavelmente, a superprodução alcançada pelos Estados Unidos da América.



As consequências da depressão de 1929 – 1933, nos países capitalistas

  Queda da produção agrícola e industrial;

  Baixa de preços;

  Falências (bancos e firmas);

  Redução de salários;

  Desempregos;

  Políticas de austeridade;

  Ruínas dos agricultores;

  Miséria do povo;

  Descontentamento da população;

  Destruição de matéria-prima e alimentos;

  Fortalecimento dos regimes totalitários, etc.



Face à estes problemas, os governos democráticos sentem sérias dificuldades em resolver a crise.

Algumas forças políticas criticam o sistema democrático e reclamam a sua substituição por um regime forte e autoritário.

Como tentativa de superação da crise, os democratas alteraram a política seguida pelos EUA. Na área económica assiste-se de forma generalizada uma intervenção do Estado na economia,  Dirigismo económico.



A Política de New Deal (Nova Era/ Nova distribuição – Acordo)

O ano de 1932, foi mais dramático da depressão americana. Neste ano o candidato democrata, Franklim Delano Roosevelt, ganha as eleições presidenciais nos EUA e, é reeleito em 1936, 1940 e 1944. Logo que assumiu o poder, em 1933, Franklim D. Roosevelt anunciou uma Nova Política, capaz de recuperar a crise – o New Deal (influenciado pelas teorias do economista inglês, John Keynes – Teoria Geral do Emprego, Juro e da Moeda). Esta política propunha uma nova distribuição da riqueza.



Principais medidas tomadas

1.      De carácter económico

  Controlo da banca, criando um fundo de garantia aos pequenos depósitos e estabilizar o valor de dólar;

  Controlo da produção agrícola e industrial para evitar a superprodução e manter preços compensários (reduzindo as áreas cultivadas e produção industrial);

  Controlo dos serviços de transportes e produção de energia eléctrica para desmantelar os grandes holding (sociedades financeiras detentoras de títulos de outras empresas) criando empresas públicas e sociedades mistas com participação maioritária do Estado);

  Aumento dos salários dos operários através de crescimento do poder de compra e estimular a produção.



2.      De carácter social

  Criação de postos de trabalhos através de lançamento de grandes obras públicas (estradas, vias férreas, barragens, bairros operários, alargamento de energia e água, etc.)

  Concessão de subsídios aos desempregados;

  Estabelecimento de salários mínimos e de horário semanal de trabalho;

  Reforço de poder dos sindicatos e garantia de segurança social na velhice e na doença.



Assim o “New Deal” – Programa governamental para salvar o país da crise e evitar os abusos económicos que tinham provocado a depressão, orientou-se por duas vias distintas:

1.      Reforço dos sectores nacionais mais fracos (Agricultura e classe operária) e,

2.      Controlo rigoroso da indústria e das finanças do Estado.

O “New Deal” deu forte impulso à economia dos EUA, e resolveu parcialmente alguns problemas sociais. No plano político conseguiu evitar que os EUA, sofressem agitações sociais, perturbações políticas e tentativas de revoluções que abalaram muitos países da Europa.





A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939-1945)

As Causas da Segunda Guerra Mundial

Nos anos 1929 e 1930 a demografia liberal estava em crise devido aos seguintes aspectos:

·         Espírito de ditadura;

·         O Nacionalismo;

·         Rearmamento, etc.

No entanto, os antecedentes (causas) da Segunda Guerra são:

·         A Alemanha pretendia a revisão do Tratado de Versalhes;

·         A Alemanha de Adolfo Hitler restabeleceu o Serviço Militar Obrigatório (SMO) em 1935;

·         A Itália de Benito Mussolini conquistou a Etiópia, em 1935;

·         Adolfo Hitler e Benito Mussolini assinaram em 1936 o Pacto Eixo Berlim-Roma;

·         Japão anexou a Manchúria em 1931 e algumas ilhas chinesas em 1937;

·         A Alemanha anexou a Áustria em 1938;

A Guerra Civil espanhola serviu como ensaio das tropas alemães para II Guerra Mundial.

As fases da Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial teve três (3) fases, a saber:

1ª Fase (1939 - 1941) Guerra de relâmpago: Caracterizada pela vitória dos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão).

Em 1939, a Alemanha invadiu a Polónia. A França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha.

Em 1940, a Alemanha ocupou a Dinamarca, Noruega e França.



2ª Fase (1941 – 1943) Equilíbrio das forças: Caracterizada pela generalização dos conflitos.

Em 1941 a Alemanha atacaou a Rússia, violando assim o pacto Germano-Soviético.

Na manhã de 7 de Dezembro de 1941, houve um ataque japonês à Base Aero-naval de Pearl Harbour dos EUA. Isso ataque mundializou o conflito, com a resposta militar americana.



3ª Fase (1943 – 1945) Contra-ofensiva: Caracterizada pela vitória dos aliados (EUA, Inglaterra, França e URSS).

Em 1943 a Alemanha sofreu a primeira derrota na URSS, em estalinegrado pelas tropas do Exército Vermelho.

No dia 6 de Junho de 1944 (Dia “D”) houve desembarque das tropas dos aliados na Normândia (França), foi o marco de início das operações no Norte da Europa e foi fragilizada a barreira alemã na Costa Atlântica do Norte que seguiu até Berlim.

A tomada de Berlim foi feita pelas forças do Exército Vermelho (Rússia) depois de libertar muitos países de Leste europeu. No dia 30 de Abril de 1945 houve a capitulação incondicional da Alemanha.

A guerra no Extremo Oriente progredia. Em 1943, os EUA tinham libertado as Ilhas Filipinas, Marshall e Marianas do jugo japonês. Alguns países movidos pelas vitórias dos aliados intensificaram os movimentos nacionalistas na luta pela libertação e independentistas, como são os casos de: Vietname, Laos, China, Índia, Filipinas, Coreia e outros em África.

Os EUA num gesto desumano e cruel, o Presidente dos EUA, Harry Trumah ordenou o lançamento de bombas atómicas em duas cidades japonesas. A primeira bomba foi lançada em Hiroshima no dia 6 de Agosto de 1945 e a segunda na cidade de Nagasaki no dia 9 de Agosto de 1945. Era o fim da Segunda Guerra Mundial.

Entrada dos EUA na guerra

A 7 de Dezembro de 1941, as tropas Japonesas atacaram a base aero-naval americana, em Pearl Harbour, no Hawai. Este foi o motivo que levou os EUA a declararem guerra contra o Japão, assim a guerra internacionalizou-se ou seja o conflito alargou-se para todo o mundo.



O significado do lançamento de bombas atómica no Japão

Os EUA, queriam mostrar a URSS, o seu potencial ao seu inimigo político e rival.

A 2ª guerra mundial tinha um carácter da guerra imperialista por causa de anexações de territórios, Japão ocupou muitos territórios na Ásia Oriental e a Alemanha ocupou muitos países europeus e a Itália no Norte de África (Líbia e Tunísia e na Etiópia.



A criação da ONU (1945)

A ONU veio a substituir a SDN que fracassou na década de 1930, porque se revelou incapaz de manter a paz e segurança internacional conforme tinha estipulado no Tratado de Versalhes. A ONU foi longa e cuidadosamente preparada durante a Segunda Guerra Mundial pelos EUA e Inglaterra e mais tarde pela URSS e a China.

O projecto da criação da ONU foi primeiramente preparada na Conferência de Teerão, em 1945, e posteriormente e, mais tarde ratificado em Ialta onde se redigiu e aprovou-se a carta fundadora das Nações Unidas, pelos seguintes países: EUA, URSS, China, Inglaterra e França, pois são membros permanentes com direito de veto.

Iniciada a 25 de Abril de 1945 até 26 de Junho de 1945, na cidade de São Francisco (EUA) a Conferência contou com Delegados de 51 países

A ONU foi criada com os seguintes objectivos:

·         Manter a paz, segurança internacional e reprimir os actos de agressão, utilizando, tanto quanto possível, meios pacíficos;

·         Desenvolver relações entre diferentes nações, baseadas na igualdade entre os povos e no seu direito de autodeterminação;

·         Fomentar a cooperação internacional para resolver problemas sociais, cultural, humanitário e económico;

·         Desenvolver o respeito dos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais.



OS MOVIMENTOS DE LIBERTAÇÃO NACIONAL (MLN) EM ÁFRICA E ÁSIA

Em 1955, foi realizada a Conferência de Bandung, na Indonésia e participaram 29 países africanos e asiáticos cujo objectivo foi o não alinhamento as políticas das duas superpotências e o apoio incondicional aos movimentos de libertação nacional (MLN) dos Países do Terceiro Mundo.

Vários factores contribuíram para que no fim da Segunda Guerra Mundial eclodissem nos continentes africano e asiáticos os movimentos nacionalistas. Dentre eles destacam-se os seguintes factores:

§  As políticas assumidas pelas Superpotências Mundiais (EUA e URSS) depois da guerra;

§  Surgimento das Nações Unidas e as decisões tomadas;

§  As contradições entre os países imperialistas;

§  As contradições internas do colonialismo;

§  O alargamento do campo socialista no Leste europeu;

§  A Conferência de Bandung que defendia a neutralidade e apoio aos movimentos nacionalistas;

§  Os reflexos da Revolução Socialista de Outubro de 1917 na Rússia;

§  A participação dos africanos na segunda Guerra Mundial ao lado dos aliados onde ganharam experiência de combate.

As Nações Unidas criadas em 1945, em São Francisco, desempenharam um papel importante no processo de descolonização. O fim da Segunda Guerra Mundial levou muitos países à independência. Em 1947, a Índia tornou-se independente, em 1949 foi a China. Estes dois países tiveram um papel importante como exemplo e retaguarda segura dos movimentos nacionalistas africanas.

Para alcançar-se as independências em África, Ásia usou-se duas vias:

1.      A luta armada (Moçambique, Angola, Argélia, Zimbabwé, Marrocos, Guiné-Bissau, etc.)

2.      A luta pacífica ou diplomática - conversações (Índia, Ghana, Zâmbia, Malawi, etc)

Da África do Norte vinham alguns exemplos encorajadores para o resto de África, no seio dos movimentos nacionalista.

§  O Golpe Militar de 1954 levou Gamal Abdel-Nasser ao poder no Egipto;

§  A rebelião armada de Mohammed Ben Yussef culminou com a independência de Marrocos, em 1956;

§  A prolongada guerra de libertação nacional levada a cabo na Argélia por Amed Ben Bella sob comando da Frente de Libertação Nacional (FLN) culminou com a independência em 1962.

Foram vários factores que influenciaram os Movimentos de Libertação Nacional (MLN). Os primeiros guerrilheiros da FRELIMO foram treinados na Argélia como são os casos de Samora Machel e Alberto Joaquim Chipande, outros foram treinados na China e Tanzânia.

Muitos africanos ganharam táctica de guerrilha em plena Segunda Guerra Mundial, lado-a-lado com os aliados na Normândia, Líbia, Argélia, França, Etiópia e no Extremo Oriente.

A independência da Argélia foi conquistada depois de uma guerra sangrenta, violenta, suicída e terrorista contra os franceses. Esta situação verificou-se nas colónias portuguesas.



OS PAÍSES AFRICANOS RUMO À INDEPENDÊNCIA: COLÓNIAS INGLESAS

A Constituição de Londres de 1946 adoptada segundo os princípios da autonomia dava a possibilidade das colónias inglesas o direito de autodeterminação.

Ghana foi o primeiro paí da África Negra a alcançar a sua independência. A independência do Ghana (ex. Costa de Ouro) foi conquistada por via pacífica (diplomacia ou negociações) a 6 de Março de 1957.

Kwame N’krumah, líder de CPP, foi eleito primeiro Presidente e após independência optou a via de desenvolvimento socialista.

Em 1966 visitou a China, durante a visita foi deposto por Golpe de Estado e morreu exilado em 1872, na Guiné.

A Tanganyica actual Tanzânia tornou-se independente a 8 de Dezembro de 1961, Jullius Nyerere, líder da TANU, foi eleito Presidente e Rashid Kawawa, Primeiro Ministro.

Em 1964, a Ilha de Zanzibar juntou-se a Tanganyica e ambos tornaram República Unida da Tanzânia.

A 5 de Fevereiro de 1967 após a declaração de Arusha adoptou-se a via de desenvolvimento socialista e o não alinhamento.

Em 1960, foi fundado a KANU (Kenya African Nation Union) liderada por Jomo Kenyatta, ainda prisioneiro e pouco depois fundou-se (KADU) sob liderança de Ronald Ngola. Em 1962, KANU e KADU juntaram esforços para a independência do Quénia, a 12 de Dezembro de 1963 e Jomo Kenyatta tornou-se primeiro presidente do Quénia.

Alguns exemplos de líderes nacionalistas (heróis) de Moçambique são: Josina Machel, Samora Machel, Joaquim Chissano, Emília Daússe, Filipe Samuel Magaia, Paulo Samuel Kankhomba, Jonh Issá, Zedequias Manganhela, Boaventura Gruveta e outros. O nacionalismo moçambicano manifestou-se através de greves; sabotagem; imprensa; literatura; manifestações nas plantações, nos CFM – ex. Lourenço Marques, criação de movimentos académicos (NESAM) e políticos (UNAMI, MANU e UDENAMO) e mais tarde uniram-se fundando a FRELIMO

Complete o quadro de Movimento de Libertaçao Nacionalista (África e Ásia)

País(es)
Movimento(s)
Líder(es)
Ano de independência
Ghana
CCP

1957
Tanzânia
TANU

1961
Quénia
KANU
Jomo Kenyatta

Zimbabwe
ZANU/ZAPU

1980
Índia
CNI

1947
China

Mao-Tsé-Tung
1949
Congo
MNC
Patrice Lumumba

Namíbia
SWAPO
Sam Nujoma

Argélia

Amed Ben Bella
1962
Egipto

Gamal Abdel-Nasser

Zâmbia
UNIP
Kenneth Kaúnda

Angola

Agostinho Neto

Moçambique


1975



OS PROBLEMAS ACTUAIS DOS PAÍSES DO TERCEIRO MUNDO

§  O baixo rendimento per capita;

§  Subalimentação;

§  Elevadas taxas de natalidades, analfabetismo, etc;

§  Falta de quadros qualificados;

§  Agricultura tradicional;

§  Doenças e epidemias;

§  Fome, etc.





[i] Camisas negras – era um sinal de luto na Itália.